Descrição de uma consulta

1. Descrição de uma consulta 

144 benini

A duração média é de 30 a 45 minutos.                                                                                         
Após explicar as razões que motivaram sua consulta, o paciente se deita sobre a mesa de consulta sem tirar a roupa, na maioria das vezes. Os ritmos vitais são mais fáceis de sentir quando a roupa é leve. O terapeuta não é « distraído » por outras percepções e o paciente se sente mais confortável.

A primeira parte do trabalho é uma pesquisa micro palpatória no intuito de encontrar a etiologia responsável pela desordem observada, ou seja evidenciar as cicatrizes patogênicas.
A segunda parte consiste em procurar o sintoma que provém dessa etiologia. Concretamente, o terapeuta mantém uma mão na causa (a cicatriz) e procura com a outra mão a consequência (o sintoma) percorrendo a linha mediana do corpo e procurando o nível atingido. Uma vez definido o nível, ele procura, com uma palpação transversal deste nível, o tecido afetado que permite encontrar o sintoma e sua localização no corpo que se manifesta por uma sensação de bloqueio  entre o tecido afetado dentro do nível e o órgão atingido.

Nesse momento, é possível definir aproximadamente a data na qual o acontecimento se instalou solicitando pela palpação uma resposta do órgão a uma data definida pelo terapeuta. O organismo do paciente reage a essa data e a sensação de bloqueio é percebida de forma mais intensa pelas mãos do terapeuta. Apesar do elemento que explica esse fenômeno não ser completamente compreendido, a datação do traumatismo é uma informação interessante porque permite ao paciente situar mais precisamente a origem da desordem. Compreender as causas passadas das dores presentes também é uma forma de prevenção.

Uma vez identificada e localizada, a cicatriz é estimulada provocando o início dos processos de auto-cura, quase que instantaneamente. É um diálogo direto com a memória tecidual do paciente, efetuado pela palpação, sem outro suporte. O mecanismo de auto-correção é obtido dessa maneira, tanto nos adultos, nos bebês ou nos animais.

2. Após a consulta


As desordens importantes que não puderam ser sanadas pelo paciente em tempo útil e que estão em relação com o motivo da consulta foram encontradas, despertadas e apresentadas de novo pelo terapeuta. Após a consulta, o organismo começa a evacuá-las iniciando um mecanismo de eliminação. Muitas vezes, o paciente se sentirá cansado durante 48 horas. Durante esses dois dias, dores e emoções ligadas as cicatrizes patogênicas liberadas podem voltar a “superfície”. Os pacientes são aconselhados a se hidratar bem e a não realizar esforços inúteis para facilitar essa eliminação.

3. Quantidade de consultas necessárias


Uma segunda consulta pode ser considerada algumas semanas mais tarde, se a primeira não foi suficiente, ou em um prazo mais curto se o problema for agudo. Três consultas para um mesmo paciente é o máximo, além disso o terapeuta deve ter a honestidade de reorientar o paciente sabendo que; ou ele não conseguiu encontrar a etiologia responsável, ou a patologia chegou a um nível de não recuperação. Duas ou três consultas anuais podem também ser consideradas para manter um bom estado de saúde. Certas patologias evolutivas podem necessitar de consultas regulares.